Vivendo e aprendendo a jogar

No último texto do blog, comentamos que a palavra inglesa “play”, além de ser traduzida como jogar ou brincar, também pode ser entendida como uma peça. Não acho que seja uma simples coincidência semântica. No fundo, o palco do teatro é um verdadeiro tabuleiro.

Imagine a cena de um espetáculo teatral como um grande jogo. Cada ator, vestido de seu personagem, possui um objetivo de conquistar alguma coisa, alguém ou algum status. Nesse cenário alguns serão seus aliados, enquanto outros farão os papeis de seus concorrentes ou então “pior”: possuirão objetivos opostos ao seu. É por conta deles, que a brincadeira do teatro existe.

Uma história só é interessante quando há uma disputa. Por isso a palavra pior entre aspas, porque não há nada de ruim em ter um adversário. O conflito teatral é fundamental, pois é o que move toda a ação.

Imagine a cena de um espetáculo teatral como um grande jogo. Alguns serão seus aliados, outros concorrentes. É por conta deles, que a brincadeira do teatro existe.

A diferença é que no jogo teatral, nem sempre se joga para vencer. Para que a história tenha a sua graça, existem momentos em que o ator permite que o seu concorrente o supere. Seja na cena ou numa dinâmica em aula, aprendemos que cada um tem o seu momento. Descobrimos que o mais bonito é a interação, e não o desfecho. O ator é um sujeito que tem prazer mais em jogar do que em ganhar.

As dinâmicas teatrais têm muito a ensinar fora do palco, principalmente no convívio social. Se o teatro te coloca em cima do palco iluminado e acima da plateia, é o jogo que te faz pensar que, para a vida ter sua graça, todos precisam ter a chance de brilhar.

Gilson Totti Dias
Professor

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